Busquei tantas vezes a perfeição, mas quanto
mais dela julgava me aproximar, mais distante parecia. Ou ficava.
Um dia percebi que a perfeição está nos olhos
de quem vê e não nas nossas ações ou omissões.
Procurei fazer o bem para os outros, me
deixando muitas vezes, quase sempre, em segundo plano. Disseram-me que isso era
falta de amor-próprio.
Eu, pensava que era amor-próprio que
transbordava e a outros atingia.
Descobri que toda minha angústia e minha
humildade na verdade não passavam de excesso de orgulho, tanto que julgava o
amor-próprio menos importante que o amor ao próximo.
Hoje vejo muitas de minhas ações e também de
minhas omissões serem transformados em arrependimentos.
Arrependimentos por não ter ido a lugares que
gostaria, por não ter comido a comida que preferia, por ter falado demais ou
por ter silenciado algo gostaria de ter compartilhado.
E arrependimento, sim, por todas as aventuras
sonhadas e não realizadas.
Seguirei, daqui para frente o meu próprio
ritmo sem a preocupação do julgamento (sempre injusto) alheio.
Tornarei possíveis os meus sonhos e as minhas
vontades e espero que alguém me acompanhe. De que vale todo o amor e a
aventura, se não forem compartilhados?
Que a respiração me falte sim, mas por viver momentos que tiram
minha respiração e não por momentos em que me falte o ar pela angústia.
Que os desafios se apresentem. Serão apenas
vento ou brisa que pela frente encontram a rocha!
Pois minhas ações ou omissões, não mais me
preocupam!
Aécio Hencke
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