Seremos nós, então, considerados ateus porque, crendo nas Falanges
Espirituais - nesses seres que vieram a ser adorados na sua coletividade como
um Deus PESSOAL - recusamo-nos terminantemente a considerá-las como
representantes do Uno Incognoscível?
Porque afirmamos que o Princípio Eterno -
o TODO NO TODO DO PODER ABSOLUTO, DA TOTALIDADE - não pode ser expresso por
palavras limitadas, nem por ter por símbolo qualquer atributo condicionado e
qualificativo?
Ainda mais, deixaremos passar sem protesto a acusação de
idolatria que atiram sobre nós os cristãos, os quais seguem uma
religião tão pagã quanto a dos adoradores dos elementos do sistema solar?
Cristãos, que tiraram o seu credo, aliás, diminuído e dissecado, do paganismo
existente há muitas eras antes do ano I da Era Cristã; cristãos cujos dogmas e
ritos são os mesmos que os de qualquer nação idólatra - se é que alguma ainda
existe?
Helena Petrovna Blavasty, em "A origem dos rituais".
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