Tantas e tantas vezes nos colocamos ou nos vemos em situações que o mais indicado seria voltar
e desfazer o que foi feito ou o que foi dito. Seguimos em frente, porém,
sem perceber o mal que causamos ou a semente ruim que plantamos, ou ainda, convivemos com a injustiça cometida ou sofrida.
Mesmo com as pessoas que nos são mais caras e próximas, acabamos por vezes violando ou tendo violados os limites da razão causando mágoas
profundas, com ações, omissões ou palavras ferinas.
Então sentimos o peso acusatório de nossa consciência e nos damos
conta de que é necessário perdoar.
Mas o que é perdoar? E
para quê perdoar?
Primeiro, é preciso DECIDIR perdoar!
E fazer valer a decisão
de desculpar, sem guardar mágoas, esquecer o ocorrido, mas não a ponto de repetir o erro.
Na maioria das vezes porém,
o perdão precisa ser mútuo. Você também precisa se perdoar e obter o perdão. Abandonar o
sentimento de culpa, seguir em frente, e humildemente, pedir perdão, ou mesmo
ouvir o pedido.
Como espera ser
perdoado, ou perdoar, se não houver um pedido?
Então o perdão é sim
uma forma de curar feridas, de cicatrizar os cortes, de seguir em frente.
As premissas porém, que
não podem faltar, são o querer perdoar, perdoar-se, desejar e pedir perdão.
Sem isso, o perdão é
apenas mais uma palavra, uma vã repetição. Apenas hipocrisia! Hipocrisia das piores. Aquela das frases cheias e atitudes vazias.

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