quarta-feira, 16 de maio de 2018

Perdão

            


            Tantas e tantas vezes nos colocamos ou nos vemos em situações que o mais indicado seria voltar e desfazer o que foi feito ou o que foi dito. Seguimos em frente, porém, sem perceber o mal que causamos ou a semente ruim que plantamos, ou ainda, convivemos com a injustiça cometida ou sofrida.
            Mesmo com as pessoas que nos são mais caras e próximas, acabamos por vezes violando ou tendo violados os limites da razão causando mágoas profundas, com ações, omissões ou palavras ferinas.

            Então sentimos o peso acusatório de nossa consciência e nos damos conta de que é necessário perdoar.

            Mas o que é perdoar? E para quê perdoar?

            Primeiro, é preciso DECIDIR perdoar!

            E fazer valer a decisão de desculpar, sem guardar mágoas, esquecer o ocorrido, mas não a ponto de repetir o erro.

            Na maioria das vezes porém, o perdão precisa ser mútuo. Você também precisa se perdoar e obter o perdão. Abandonar o sentimento de culpa, seguir em frente, e humildemente, pedir perdão, ou mesmo ouvir o pedido.

            Como espera ser perdoado, ou perdoar, se não houver um pedido?

            Então o perdão é sim uma forma de curar feridas, de cicatrizar os cortes, de seguir em frente.

            As premissas porém, que não podem faltar, são o querer perdoar, perdoar-se, desejar e pedir perdão.

            Sem isso, o perdão é apenas mais uma palavra, uma vã repetição. Apenas hipocrisia! Hipocrisia das piores. Aquela das frases cheias e atitudes vazias.



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