Em 8 de junho de 632, falecia Maomé, o fundador do Islamismo e profeta
do Alcorão, livro sagrado da religião mulçumana.
A sua morte provocou uma crise no mundo árabe, já que Maomé não deixou
descendentes masculinos e não designou nenhum sucessor.
Neste dia, Abu-Bekr, foi eleito as pressas por alguns líderes árabes, o
que acabou virando motivo de divisão entre os fiéis.
Abu
pertencia a um clã menor
da poderosa tribo dos coraixitas de Meca, na qual também se incluía Maomé,
seu amigo desde a infância. O seu nome verdadeiro era Abdul Caaba, (traduzido
como escravo da Caaba), mas o profeta Maomé mudou-o para Abdalá, "escravo
de Alá", quando este se converteu ao Islã. Ficou contudo conhecido como
Abacar.
Quando
Maomé emigrou de Meca para Medina em 622 (a Hégira), como forma de fugir à
perseguição movida a si e aos seus discípulos, Abu acompanhou-o, tendo colocado
a sua fortuna pessoal ao serviço do Islã.
Nos dias
atuais há duas vertentes reconhecidas no Islamismo: os sunitas (o maior e mais
ortodoxo grupo islâmico, constituindo maioria religiosa em países como o Iêmen
e a Arábia Saudita, entre muitos outros) reconhecem a sucessão de Maomé por Abu
Bakr e pelos três califas que o seguiram; os xiitas reconhecem a sucessão de
Maomé por Ali, seu sobrinho.
Os
símbolos mais importantes para os islâmicos são a família e a mesquita, os
elementos centrais da vida dos seguidores do Islamismo.
As práticas religiosas são fundamentais,
como por exemplo as cinco preces diárias a Alá; há também o dever para com os
necessitados de se oferecer uma parte dos bens; durante a data do Ramadan,
entre o amanhecer e o entardecer, há a obrigação do jejum; todos os seguidores
da religião, pelo menos uma vez em sua vida, devem realizar a peregrinação à
cidade de Meca, simbolizando a própria peregrinação de Maomé à esta cidade.
Os seguidores de Maomé, os Islamitas, assim como sua
religião, não são de todo terroristas, mas deram origem e protegeram por muito
tempo (inclusive atualmente grupos terroristas, sendo que o mais conhecido é o ISIS (Islamic State in Iraq na Siria).
Geralmente chamado apenas de “Estado Islâmico”, assenta sua
ideologia, seus projetos e ações em interpretações radicais de princípios do
livro sagrado do Islã, o Alcorão. A jihad, “guerra santa”
para os muçulmanos, está na base dessas interpretações radicais.
Sob o pretexto de expandir a fé islâmica e lutar contra o
desvirtuamento dos valores tradicionais do Islã, o Estado Islâmico vem
promovendo atentados na região norte do Iraque, fronteiriça com a Síria, desde
a queda do governo autoritário de Saddan Hussein, em 2003, e das recentes
tentativas de derrubada do governo de Bashar Al Assad, presidente da Síria,
desde 2012.
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