quinta-feira, 21 de junho de 2018

O Solstício de Inverno... e os celtas!


No calendário celta existem 8 rituais sagrados de luz que ocorrem durante o ano. Cada um deles se conecta com uma energia diferente da Mãe Terra e quatro estão ligados à entrada das estações do ano. O Solstício de Inverno, celebrado entre 21 e 25 de junho no hemisfério sul e entre 21 e 25 de dezembro no hemisfério norte, é o momento em que a luz do sol incide com menor força no hemisfério em questão, marcando o pico do inverno.

A ORIGEM DA PALAVRA SOLSTÍCIO
A palavra solstício é de origem latina (solstitium) e significa “ponto onde a trajetória do sol aparenta não se deslocar”. Essa denominação está associada à ideia de que o Sol devia estar estacionário, pois os solstícios são pontos da eclíptica em que o Sol atinge as posições máxima (solstício de verão) e mínima (solstício de inverno) de afastamento em relação ao equador. O solstício acontece devido aos fenômenos de rotação e translação da Terra, onde a luz solar é distribuída de forma desigual entre os dois hemisférios.
Também conhecido como Ritual de Inverno, Alban Arthan e Rito de Yule, o Solstício de Inverno marca o dia mais curto do ano e, consequentemente, a noite mais longa.

DESBLOQUEIOS E CURA
Trata-se de uma data de grande importância para diversas culturas antigas, que a associavam simbolicamente ao nascimento e renascimento. E a cada ano, um de seus simbolismos específicos é mais trabalhado que os outros de acordo com as configurações planetárias do momento. 

A TRADIÇÃO E O SIGNIFICADO DO YULE
Na mitologia celta é o momento em que a Deusa grávida dá à luz a seu novo filho, marcando o renascimento simbólico do Deus Solar. Por isso, a celebração do Solstício de Inverno reafirma a continuação dos ciclos da vida e também está ligado à roda da vida.

RODA DA VIDA CELTA
A Roda da Vida celta é composta de 8 rituais que celebram e se conectam com energias específicas. São eles:
1 – Samhain (noite das bruxas) 
2 – Litha (solstício de verão)          
3 – Imbolc (noite de fogo)      
4 – Mabon (equinócio de outono)
5 – Beltane (ritual do amor)
6 – Yule (solstício de inverno)
7 – Lammas (ritual de colheita e prosperidade)        
8 – Ostara (equinócio de primavera)       

Yule significa “roda” em norueguês e é um dos festivais universalmente celebrados. Foi a primeira festa sazonal comemorada pelas tribos neolíticas do norte da Europa e é até hoje considerado o início da roda do ano por muitas tradições e culturas. Esse rito também é conhecido como o Festival das Luzes, pois é costume acender várias fogueiras, tochas e velas nessa noite.

Na antiga Roma, esse festival era chamado de “Natalis Solis Invicti” (nascimento do sol invicto) e ocorria durante o festival da Saturnalia que era o maior festival do ano. Acendiam-se grandes fogueiras e dançava-se ao redor delas, girando e simbolizando a roda da vida, como uma forma de atrair as mudanças tanto internas como externas. O Rito de Yule tem como base o fortalecimento da energia solar e renascimento.

SIMBOLISMOS: VELAS, GUIRLANDAS, PRESENTES
Esse ritual tem vários costumes e simbolismos como velas, sinos, árvores decoradas, guirlandas e coroas, troca de presentes e brindes. Os sinos são símbolos femininos de fertilidade. As coroas e guirlandas representam a roda solar e o retorno do sol. As velas representam o antigo costume da fogueira de Yule, que era acesa para dar vida e poder ao sol. Ao longo do tempo foram substituídas por velas vermelhas que podiam ser queimadas dentro de casa. A tradição de decorar árvores era costume dos bosques de pinheiro onde eram colocados alimentos, decorações e presentes nas árvores para agradecer aos espíritos e deidades. Os presentes simbolizam a partilha do inverno, onde cada um partilhava os alimentos que tinha para que todos pudessem finalizar o inverno sem passar fome. Repetir esses costumes durante o Solstício pode ajudar a se conectar à energia de Yule.

FORTALECIMENTO PARA LIDAR COM AS DIFICULDADES
Participar do Rito de Yule, de forma integrada, promove uma limpeza de energias densas e estagnadas, trazendo grande beneficio para o sistema energético e fortalecimento para lidar com as dificuldades.

CONTINUAÇÃO DA VIDA
Originalmente, Yule era o nome de um tronco de árvore, uma espécie de pinheiro. Nessa época, os troncos de Yule eram trazidos para dentro das casas, para entalhar a figura do sol e outros símbolos mágicos ou figuras masculinas representando o Deus. Depois era decorado com folhas verdes de pinheiro e azevinho, cujas as folhas perenes e sempre verdes, simbolizam a continuação da vida.
As energias de Yule podem ser direcionadas para criar uma realidade mais benéfica e saudável para si mesmo. É um momento de reafirmar a continuação dos ciclos da vida e integrar a coragem para enfrentar os obstáculos. É como uma abertura de portas para um grande despertar espiritual e de iluminação para a evolução individual e coletiva.
Joanita Molina
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