No calendário celta existem 8 rituais sagrados de luz que ocorrem
durante o ano. Cada um deles se conecta com uma energia diferente da Mãe Terra
e quatro estão ligados à entrada das estações do ano. O Solstício de Inverno,
celebrado entre 21 e 25 de junho no hemisfério sul e entre 21 e 25 de dezembro
no hemisfério norte, é o momento em que a luz do sol incide com menor força no
hemisfério em questão, marcando o pico do inverno.
A ORIGEM DA PALAVRA SOLSTÍCIO
A palavra solstício é de origem latina (solstitium) e significa “ponto
onde a trajetória do sol aparenta não se deslocar”. Essa denominação está
associada à ideia de que o Sol devia estar estacionário, pois os solstícios são
pontos da eclíptica em que o Sol atinge as posições máxima (solstício de verão)
e mínima (solstício de inverno) de afastamento em relação ao equador. O
solstício acontece devido aos fenômenos de rotação e translação da Terra, onde
a luz solar é distribuída de forma desigual entre os dois hemisférios.
Também conhecido como Ritual
de Inverno, Alban Arthan e Rito de Yule, o Solstício de Inverno
marca o dia mais curto do ano e, consequentemente, a noite mais longa.
DESBLOQUEIOS E CURA
Trata-se de uma data de grande importância para diversas culturas
antigas, que a associavam simbolicamente ao nascimento e renascimento. E a cada
ano, um de seus simbolismos específicos é mais trabalhado que os outros de
acordo com as configurações planetárias do momento.
A TRADIÇÃO E O SIGNIFICADO DO YULE
Na mitologia celta é o momento em que a Deusa grávida dá à luz a seu
novo filho, marcando o renascimento simbólico do Deus Solar. Por isso, a celebração do Solstício de Inverno reafirma
a continuação dos ciclos da vida e também está ligado à roda da vida.
RODA DA VIDA CELTA
A Roda da Vida celta é composta de 8 rituais que celebram e se conectam
com energias específicas. São eles:
1 – Samhain (noite das bruxas)
2 – Litha (solstício de verão)
3 – Imbolc (noite de fogo)
4 – Mabon (equinócio de outono)
5 – Beltane (ritual do amor)
6 – Yule (solstício de inverno)
7 – Lammas (ritual de colheita e prosperidade)
8 – Ostara (equinócio de primavera)
Yule significa “roda” em norueguês e é um dos festivais universalmente
celebrados. Foi a primeira festa sazonal comemorada pelas tribos neolíticas do
norte da Europa e é até hoje considerado o início da roda do ano por muitas
tradições e culturas. Esse rito também é conhecido como o Festival das Luzes,
pois é costume acender várias fogueiras, tochas e velas nessa noite.
Na antiga Roma, esse festival era chamado de “Natalis Solis Invicti”
(nascimento do sol invicto) e ocorria durante o festival da Saturnalia que era
o maior festival do ano. Acendiam-se grandes fogueiras e dançava-se ao redor
delas, girando e simbolizando a roda da vida, como uma forma de atrair as
mudanças tanto internas como externas. O Rito de Yule tem como base o fortalecimento da energia solar e
renascimento.
SIMBOLISMOS: VELAS, GUIRLANDAS, PRESENTES
Esse ritual tem vários costumes e simbolismos como velas, sinos, árvores
decoradas, guirlandas e coroas, troca de presentes e brindes. Os sinos são símbolos femininos de
fertilidade. As coroas e
guirlandas representam a roda solar e o retorno do sol. As velas representam o antigo
costume da fogueira de Yule, que era acesa para dar vida e poder ao sol. Ao
longo do tempo foram substituídas por velas vermelhas que podiam ser queimadas
dentro de casa. A tradição de decorar árvores era costume dos bosques de pinheiro onde eram
colocados alimentos, decorações e presentes nas árvores para agradecer aos
espíritos e deidades. Os presentes
simbolizam a partilha do inverno, onde cada um partilhava os
alimentos que tinha para que todos pudessem finalizar o inverno sem passar
fome. Repetir esses costumes durante o Solstício pode ajudar a se conectar à
energia de Yule.
FORTALECIMENTO PARA LIDAR COM AS DIFICULDADES
Participar do Rito de Yule, de forma integrada, promove uma limpeza de
energias densas e estagnadas, trazendo grande beneficio para o sistema
energético e fortalecimento para lidar com as dificuldades.
CONTINUAÇÃO DA VIDA
Originalmente, Yule era o nome de um tronco de árvore, uma espécie de
pinheiro. Nessa época, os troncos de Yule eram trazidos para dentro das casas,
para entalhar a figura do sol e outros símbolos mágicos ou figuras masculinas
representando o Deus. Depois era decorado com folhas verdes de pinheiro e
azevinho, cujas as folhas perenes e sempre verdes, simbolizam a continuação da
vida.
As energias de Yule podem ser direcionadas para criar uma realidade mais
benéfica e saudável para si mesmo. É um momento de reafirmar a continuação dos ciclos da vida e integrar a coragem para
enfrentar os obstáculos. É como uma abertura de portas para um grande
despertar espiritual e de iluminação para a evolução individual e coletiva.
Joanita Molina
.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Sinta-se a vontade!